quinta-feira, 30 de junho de 2011

Fascista, sujo ou o que pareça ser... Os bombeiros estão errados.

Por determinação constitucional ficam proibidos quaisquer tipos de manifestações de militares no Brasil. O Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro, no último mês, iniciou uma série de greves parciais, manifestações não pacíficas e discursos de anistia para os militares presos.
Em primeiro lugar, alguém que se julgue certo não pede anistia. Se uma das solicitações foi exatamente que fossem perdoados, partiremos do pressuposto de que eles mesmos, rabicundos defensores da sociedade, sabiam estar errados.
Balbúrdias belicosas e arroubos ignóbeis em plena praça XV, além é claro de uma martirização em massa, foram suficientes para convencer a população de como são coitados os bombeiros... Ganham tão mal.
Não estou aqui, de modo algum, dizendo o contrário. Apenas indago: Há quanto tempo o Corpo de Bombeiros do RJ ganha mal?
Não me diga que sempre equipararam seu piso com parlamentares e por conta de maus governos tiveram seus salários reduzidos ao que é atualmente.
Sempre ganharam mal. quem fez prova para a Academia já sabia que ganharia mal. Quem se formou na academia já sabia que ganharia mal. Quem um dia sonhou ser bombeiro (soldado, obviamente), sabia que ganharia mal.
Agora, porque essa revolta estourada. De onde veio toda essa gana por mudanças e vontade de ir às ruas. Há quanto tempo não se vai às ruas protestar. Quando o povo quer ele consegue, mas usar esse poder para algo errado chega a ser triste.
Por que não fazer barulho contra a politicada de brasília?? Contra os sistemas educacional e de saúde verdadeiramente ridículos de nosso país?? Não se levantar contra isso nos torna cúmplices. Somos tão criminosos quanto os bandidos que nos roubam na capital federal. Compactuamos com crimes contra nós mesmo. Como somos patéticos.
Depois disso tudo,quando temos uma chance de ir finalmente às ruas por uma causa, escolhemos a dos bombeiros...
Assim fica até parecendo que os brasileiros somos um povo sério.......

Raças Humanas

João Gabriel Costa

Vem sendo, ao longo da história, um grande debate sócio-científico a divisão da população humana em raças. Muitos afirmam que tal segregação é infundada, que não há superioridade entre as raças e que a miscigenação das mesmas foi o fator crucial para que o ser humano como um todo perdurasse no planeta.
O que ocorre é que visualmente essa diferença é perceptível. Qualquer indivíduo, se indagado sobre a questão de cores, por exemplo, saberá diferenciar um negro de um caucasiano. Por mais que a biologia moderna nos diga que a diferença é mínima e é basicamente a questão da quantidade de melanina que determinado indivíduo produz, isso é uma diferença. Falar que um negro é absolutamente igual a um branco é tão absurdo quanto falar que um poodle é absolutamente igual a um pastor alemão. Todos são cachorros, mas são diferentes. Todos somos humanos, mas somos diferentes.
Outra questão sociológica levantada é a de que separaríamos a população apenas pela característica cor. E porque não peso, altura... A resposta é simples e novamente nos remete aos cães: Porque não separamos os cachorros em gordos e grandes? Porque essa é uma característica comum entre as raças, podemos ter um poodle gordo, um pastor alemão gordo, um negro gordo ou um caucasiano gordo. A única diferenciação marcante nesse caso é a cor. Não temos negros brancos nem caucasianos negros. Isso não se aplica à todas as raças no caso da diferenciação entre asiáticos e caucasianos, a cor não é um fator fundamental e por isso não se leva em consideração.
Porém, com certeza, a questão mais levantada a cerca do assunto é a da hierarquia entre raças que a divisão cria. Isso não é verdade. Nunca a divisão impôs a superioridade de nenhuma das raças. Um caucasiano não é superior ao negro, que não é superior ao asiático... Assim como um pastor belga não é superior a um bacet. Dividir não é sinônimo de colocar em ordem de superioridade e hierarquia. A divisão existe. Somos todos diferentes. Mas somente visualmente. Cultural, social, política e economicamente, podemos sim ser todos IGUAIS.


Está chegando a hora

Mais uma vez vamos ter que aturar a cara do DIDI no Criança Esperança. Faça-me o favor...

Criança Esperança e o assistencialismo.

É impressionante termos de ouvir todos os meses de agosto a mesma coisa. Doem pro criança esperança. Ajude as crianças do Brasil. O seu dinheiro é depositado diretamente na conta da UNESCO sem dedução fiscal... Ok. Agora me respondam: O que ganha a Rede Globo com programas assistencialistas a crianças pobres que não geram nenhum lucro e somente são bancadas pela bondade alheia? Não sou contra projetos sociais, apenas sou realista quando afirmo que caridade e altruísmo são coisas que NUNCA andam juntas.

O que muitos não sabem é que o nome "Criança Esperança" não é um projeto social em si, é uma marca. Quando se doa para caridade ou se patrocina um atleta, grandes empresas obtém um abatimento no Imposto de Renda. A questão é que, por não ser um projeto social propriamente dito, quem doa para o criança esperança não obtém descontos. Você doa para uma marca da Globo e a mesma repassa as doações, agora sim, para projetos. Ou seja, quem doa é você, mas quem tem desconto no pagamento de seus impostos é a Globo, que se dá bem às suas custas.

Por isso quando chega o mês de agosto e me deparo com Didi e cia. na televisão, chego a ficar enjoado. Isso tudo seria pouco se ainda não levássemos em conta os pontos débeis da campanha. A criança carente tem toda a assistência necessária. O adolescente carente, também. Mas quando chegam aos dezoito anos, que se virem por conta própria. Não se ensina um ofício nas ONG's beneficiadas pelos projetos. As crianças apenas ficam amontoadas em casas quentes comendo pão e torcendo pra aparecer junto com o Didi na Globo para falar como eles são bonzinhos. Como dão sem esperar nada em troca.

Realmente deprimente o que o mundo globalizado e capitalistafaz com atitudes que deveriam ser tão bem vistas como doar. Em vez de irmos às ruas lutar por nossos direitos e ideais, nos aconchegamos no sofá, assistimos ao Show da Ivete e doamos 5,00 pelo telefone (por desencargo de consciência). Depois, vamos dormir e nos esquecemos da realidade do país pobre e subdesenvolvido em que vivemos. Viva o telefone. A nova solução dos problemas brasileiros...


JOÃO GABRIEL