segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A lembrança do passado será uma nostalgia não vivida

Beatles, Led Zeppelin, Gloria Gaynor, Queen, Aerosmith, Kiss, Elton John...
Esses são ícones indiscutíveis da música internacional. Todos de épocas distantes. Tudo bem que alguns perdurem por décadas e se arrastem até os dias de hoje. São aclamados por todos os tipos de público. De todas as faixas etárias.
Agora, o que a atual geração irá deixar para seus descendentes? O que você, jovem, vai mostrar a seu filho quando ele lhe indagar o que ouvia? Justin Bieber ou Lady Gaga? Proibidão ou pagofunk? Teria coragem de mostrar esse tipo de coisa (coisa sim, pois música que não é) a seus filhos?
A geração atual só produz lixo. O mundo acelerado faz com que aquilo que é muito bom hoje seja ultrapassado amanhã. O que faz sucesso não é o bom, é o comentado. Se bombou na Web é bom, não importa que o cantor utilize playback ou que sequer tenha noção musical... O que importa é estar na moda.
Aquele que ouve uma música alternativa ou antiga é o estranho é a ovelha negra. Quero só ver daqui um tempo se alguém ainda vai se orgulhar de ouvir Cláudia Leitte ou se vai optar por um bom e velho Beatles. Só uma pequena pergunta que ninguém sabe me responder: Cadê o Xande? (é assim que escreve?) Cantor baiano é que nem amor de carnaval... Façam suas analogias sozinhos.
Desse emaranhado cultural vomitado em todos diariamente pela internet temos que saber o que vale a pena e o que não vale.
Há quem diga: "Mas eu gosto mesmo assim. E daí?"
Ok, cada um tem o direito de gostar do que quiser, mas todo undo prefere uma FERRARI a uma Elba duas portas.
Más comparações a parte, chego a uma única opinião: Simbiose com a música atual, onde quantidade é mais que qualidade e nada realmente se fixa, é impossível. Gosto musical se discute sim... Vamos ouvir algo bom e deixar Shakira e Rihana morrerem de fome. Valorizemos quem merece.

Objetivos do Blog (Introdução)

Reflexões para um momento ou para uma vida... Não importa como cada um encara; o que quero nesse espaço é promover a reflexão alheia. Claro, sempre, baseado em minha própria opinião, mas nunca a impondo e sempre a sugerindo.
Alguns temas sempre serão mais recorrentes como religiosidade e cosmologia, pois são áreas com as quais mais me identifico e realizo trabalhos paralelos. Mesmo assim, a idéia é que os textos sempre abordem as mais variadas áreas do conhecimento (ou do próprio desconhecimento) humano.
Alguns, críticos ferrenhos, vão achar uma perda de tempo manter esse espaço, pela sua pequena difusão e pouco acesso. Eu digo que não o é. Eu escrevo pra mim e para todos aqueles que se interessem. Não escrevo para a crítica e nem para os pseudo-intelectuais ou pseudo-cultos. Esses por sinal são a pior raça. Fazem de tudo em suas vidas uma rica viagem cultural de sabedoria e conhecimentos infinitos. Quando na verdade não passam de frustrados com um ego inflado que mal tem onde enfiar.
Sendo assim, esse espaço é para aqueles que querem pensar, refletir... Os que já se sintam pensadores importantes demais para se unir em uma viagem sem volta ao funcionamento da mente humana, que transcenda a pobre realidade em que vivem (festinhas e bebedeiras), faça um favor:Mantenham distância... A todos os outros: Bem-vindos à bordo.

domingo, 25 de setembro de 2011

O mundo perfeito não existe

Já nos disse Marcelo Gleiser em seu muito bem escrito "Criação IMperferfeita". O mundo como vemos, tocamos e conhecemos nada tem de perfeito. É exatamente a imperfeição que o faz capaz de existir: São as órbitas elípticas, e não circulares, imperfeitas e diferentes de cada planeta que faz a dinâmica do sistema solar ser perfeita a ponto de culminar em nossa própria existência.
Segundo essas observações podemos ver que o "Tudo" perfeito dos antigos gregos é pura balela, só existe em nossas próprias mentes. Para comprovarmos essa afirmação filosófica façamos um simples teste: Por pior que se seja com artes ou pensamento abstrato, qualquer um consegue imaginar um círculo perfeito. Mas agora: Quem é que consegue colocá-lo no papel? Nem a máquina mais precisa do mundo conseguirá desenhar um círculo absolutamente perfeito. Essa é a diferença entre perfeição (Utopia, irrealidade) e um choque de realidade imperfeita.
Uma das mentes mais brilhanes dos últimos anos, o físico inglês Stephen Hawking, também defende em seu livro: "O universo numa casca de noz", que até mesmo a malha do espaço-tempo deve ser imperfeita para que haja vida... Não só vida, mas qualquer coisa que não seja sub-atômica. Isso se deve ao fato de após o Big Bang as partículas menores que um átomo terem se agrupado de modo a formar a matéria como conhecemos (ou pensamos conhecer). Após a expansão da singularidade inicial, se iniciou o que é denominado "Processo Inflacionário do Universo", PIU. Esse processo funciona como um balão de festas. Onde de um começo minguado, quando enchemos de ar começa a expandir. O universo funcionaria da mesma forma. Mas não poderia ser perfeitamente "esticado" como o balão. Teria de ter algumas imperfeições, momentos em que a expansão sofreu mudanças de velocidade. Nesses momentos teria sido possível o agrupamento da partículas sub-atômicas, formando os átomos das substâncias que conhecemos hoje em dia.
O PIU foi sedimentado por medições realizadas por Edwin Hubble, que mediu o afastamento de galáxias, provando que o universo estava em um processo de expansão. A radiação de fundo também implica diretamente nessa teoria, pois embasa os argumentos relacionados à formação dos primeiros átomos, onde, uma mistura inicial de partículas sub-atômica (fótons, elétrons...) estaria submetida a uma temperatura tão elevada que haveria alcançado o estado plasmoso. Assim, com o PIU, essa "mistura" esfriou a um ponto que permitiu a interação dessas partículas com núcleos atômicos específicos. Esse esfriamento e essa interação só foram possíveis graças às imperfeições dessa expansão.
Outro exemplo claro de não perfeição da natureza que acabou nos originando, de alguma forma, é o processo de morte das estrelas. Elas nascem de grandes concentrações (verdadeiras nuvens) de Hidrogênio e se alimentam do mesmo por meio de fusão nuclear durante milhões de anos. Um corpo tão colossal sofre uma incrível pressão de forças gravitacionais, que são compensadas pela sua atividade nuclear interior. Até agora uma perfeita dinâmica celeste. O que ocorre é que esse hidrogênio não pode durar para sempre. A sua fusão vai transformando as substâncias em elementos mais pesados, como o Hélio. A estrela continua fundindo esses elementos, até que chega a um determinado ponto em que a estrela não consegue mais uma demanda energética para fundir elementos absurdamente pesados. Estamos em um colapso. a estrela começa a sua morte e seu destino agora, seja para uma Anã-Branca, ou mesmo para um Buraco Negro, dependerá de sua massa inicial. O ponto é que antes de seu fim retumbante, a estrela dá um último suspiro, no qual a denominação também dependerá de sua massa (Nova, supernova, gigante vermelha...). Nessa última super expansão, a estrela libera elementos pesados na malha do espaço. O que dá origem a,por exemplo, o carbono, do qual eu e você somos feitos. Assim como disse Gleiser: "Somos todos poeira das estrelas". Eu prefiro encarar como: "Somos todos frutos de uma máquina imperfeita chamada natureza.".
Dessa maneira, acho que nem precisaria dizer, por que ligamos pra perfeição se nem aquilo que há de mais belo e mais funcional em todo o universo é perfeito?
Nós somos fruto do pecado? Talvez. Mas frutos do erro com certeza.